As novas tecnologias e a tão comentada Transformação Digital foram as responsáveis pela 4ª Revolução Industrial, que por sua vez, desencadeou mudanças e adaptações em todas os negócios e áreas profissionais. As pessoas estão mais conectadas, o mundo ficou menor, as distâncias diminuíram, o tempo passa mais rápido e o setor de Recursos Humanos também precisa considerar e incorporar cada uma dessas transformações para acompanhar as evoluções e, assim, fazer uma boa gestão.

Isso por que as pessoas que integram a equipe de uma organização, já aderiram a essas mudanças e, hoje, já esperam ter essa comodidade tecnológica também no seu ambiente de trabalho. Para as empresas, essa evolução também representa diminuição de custos e maior precisão nos dados e informações que compõem uma gestão mais eficiente. Por isso, mais do que nunca, alguns desafios se tornaram maiores. O RH precisa reter talentos, trabalhar na gestão de conflitos e encontrar maneiras para engajar as pessoas, já que todos têm suas redes sociais e tornam-se os maiores influenciadores para outros profissionais que têm o perfil de que sua empresa precisa recrutar.

Indo mais além, todas essas mudanças da era 4.0 ainda são mais óbvias nas ferramentas e tecnologias, como Big Data e Analytics, IoT, IA, Machine Learning, RPA e Cloud Computing. Mas a consequência da utilização desses avanços já constrói uma realidade que transcende o tempo e o espaço por meio da mobilidade e automação. Assim, muito além das tecnologias, as tarefas operacionais podem ser totalmente automatizadas por inteligências robóticas que geram mais tempo para que os profissionais possam se dedicar às atividades mais estratégicas.

Além disso, a redução da jornada de trabalho e a possiblidade do trabalho remoto já são realidades que exigem uma gerência diferenciada, bem como, uma liderança também remota, horizontal, descentralizada e altamente conectada. O fato é que se todo esse contexto aumenta muito a produtividade, mas também exige uma maior preocupação com a qualificação dos profissionais por parte do RH.

Afinal, os colaboradores que continuarem nas funções operacionais vão precisar expandir seus conhecimentos na operação de novas tecnologias, que envolvem a conectividade, a robótica e a cibernética. Já os profissionais que migrarem para as áreas estratégicas, deverão se aprofundar em estudos de análise de dados entre outras teorias, técnicas e práticas relacionadas à gestão estratégica e à liderança. Por isso, o conhecimento deve ser estimulado e oferecido pelas empresas que desejam acompanhar o ritmo das mudanças sem colocar em risco seus recursos humanos.

Se essa valorização da qualificação cria perfis profissionais mais adequados e específicos para cada função, ela também desenvolve profissionais mais críticos e exigentes no mercado. Aos poucos, os perfis multidisciplinares e versáteis serão mais valorizados. Em contrapartida, eles conhecerão seu valor e optarão por trabalhar em empresas que ofereçam a inovação de formatos que favoreçam seu crescimento e qualidade de vida. Assim, é importante que o setor de RH comece a se abrir e a aculturar todos os gestores sobre a possibilidade de modelos, horários e benefícios mais flexíveis, como o home office e salários on demand.

Nessa realidade, a comunicação precisa ser mais frequente, estabelecendo um vinculo e relacionamento que se fortaleça para justamente engajar, criar proximidade e gerar confiança. Tudo isso sem esquecer, de que a empresa é sempre favorecida por esses formatos que, com a ajuda da tecnologia, diminuem a burocracia e os gastos estruturais, além de facilitarem a conquista das metas, o controle da gestão, a expansão dos negócios e o sucesso profissional de todos.